Economia criativa: um caminho sem volta

 

* Michelle Godoy de Mattos 

A economia criativa se trata de uma temática atual. Tal perspectiva ganhou espaço em 1997, na Inglaterra, quando o governo do ministro Tony Blair propiciou à indústria de parcerias privadas e públicas para análise de tendências de mercado e suas respectivas vantagens competitivas nacionais – aplicado em diversos setores, como educação, cultura, desenvolvimento, relações exteriores e turismo. 

Diante do cenário atual, em que o Brasil apresenta-se instável financeiramente e, além disso, as indústrias buscam soluções para a sua sobrevivência, os profissionais criativos e inovadores são, nesse momento, de forma ainda mais expressiva, os mais valorizados no mercado. A boa notícia é que, ao contrário do que a maioria acredita, a criatividade é uma habilidade, sendo assim, é possível aprender durante a graduação ou ainda em uma pós-graduação. 

Todo o conhecimento acadêmico é de grande valia para o desenvolvimento intelectual desse profissional, que buscará de forma inovadora as soluções para os problemas organizacionais. O grande desafio dessa nova forma de atuação é sair da zona de conforto, tanto as empresas como os profissionais. Fazer essa nova leitura significa abandonar alguns vícios do cotidiano que, muitas vezes, nos coloca em “piloto automático”, impedindo-nos de evoluir no mercado de trabalho. 

Nesse universo, surgem iniciativas de pessoas que buscam resultados além dos financeiros, para a colaboração e bem-estar, além de preservação do meio ambiente e relações da economia de maneira criativa que tem como objetivo a valorização do intangível. Isso quer dizer que, o foco dos negócios deixa de ser para os produtos em e passa a ser a história da sua produção, incluindo a matéria-prima, a forma de manuseio, estocagem etc. Com tal cuidado, todo o processo passa a ter um valor agregado, capaz de inserir aspectos culturais e influenciar toda a cadeia produtiva, ultrapassando os muros da indústria.

 Além dos benefícios econômicos, as atividades geradas pela economia criativa auxiliam significativamente o desenvolvimento social, pois possui o potencial transformador, com a geração de bem-estar e qualidade de vida nos grupos envolvidos e comunidade em geral. 

*Michelle Godoy de Mattos é mestre em Comunicação. Professora e coordenadora dos cursos de pós-graduação e extensão da Faculdade Anhanguera de Bauru.

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