É possível estar tendo um ataque cardíaco e não saber?

 

 

Cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini aponta como os sintomas podem ser silenciosos

 

Um dos principais sintomas de que a pessoa está tendo um ataque cardíaco é sentir um forte aperto no peito, quase como se um elefante estivesse deitado em cima dela. Mas, ainda é possível ter um infarto agudo do miocárdio sem sentir tal pressão? De acordo com a cardiologista Fernanda Tavares, do Hospital Cardiológico Costantini, sim, pode acontecer. “Alguns pesquisadores têm defendido que aproximadamente 45% dos ataques cardíacos são os chamados silenciosos, que não têm sintomas ou possuem sintomas sutis. Por isso, é preciso ficar atento a qualquer desconforto e procurar realizar consultas de rotina com um cardiologista”, comenta.

Fernanda destaca que os sintomas mais conhecidos são pressão ou dor no peito, falta de ar e dor em um ou ambos os braços (muitas vezes o esquerdo), costas, pescoço, mandíbula ou parte superior do estômago. Entretanto, a cardiologista ressalta que se faz necessário prestar atenção nos menos comuns ou facilmente confundidos com outra coisa como pulsação rápida ou irregular, respiração curta, fraqueza intensa, inchaço e suor. “É difícil dizer se os ataques cardíacos silenciosos realmente não têm sintomas ou se as pessoas não os reconhecem. Por isso, precisamos enfatizar que nem sempre ele é rápido e intenso. Na maioria das vezes ele começa devagar e os sinais podem aparecer horas ou até mesmo dias antes do ataque propriamente dito”, explica.

A cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini lembra ainda que se a pessoa apresentar algum fator de risco para doenças cardíacas (colesterol ou pressão altos, obesidade, diabetes, uso de tabaco ou histórico familiar) é bom conhecer os possíveis indícios e ficar ainda mais atenta. “É importante entender que esses sintomas podem sim surgir por conta de outras situações e, por isso, não precisa entrar em pânico. O ideal é sempre procurar um cardiologista e manter os exames em dia para diminuir os fatores de risco”, comenta. E continua: “além disso, uma dieta balanceada, a prática de exercícios, o acompanhamento regular com um especialista e o conhecimento destes sinais são uma excelente forma de prevenir um ataque cardíaco”, finaliza.

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