Exercícios são o melhor remédio para o coração

 

 

Hospital Cardiológico Costantini faz alerta sobre a importância da prática esportiva no tratamento de doenças cardiovasculares

 

 Já é sabido que exercícios regulares são benéficos para o condicionamento físico, auxiliando na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, bem como no fortalecimento dos ossos e das articulações. Mas poucas pessoas dão importância aos benefícios que esta prática proporciona para o coração. Entre eles está à redução dos níveis de colesterol e triglicérides, a diminuição da inflamação das artérias, além de auxiliar na perda de peso e a manter os vasos sanguíneos abertos e flexíveis.

 Everton Dombeck, cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, explica que as alterações fisiológicas causadas pelas atividades físicas proporcionam um melhor desempenho das funções cardiovasculares, sendo aliadas à saúde do coração. “Trabalhos de fisiologia mostram que a prática regular de exercícios aeróbicos por 12 semanas, por exemplo, proporcionam maior produção nos níveis de óxido nítrico (NO), um potente vasodilatador que possui papel extremamente importante no controle do tônus vascular, melhorando o desempenho cardíaco dos praticantes”, destaca.

O cardiologista ressalta que é preciso fazer com que as atividades físicas façam parte da vida dos brasileiros, uma vez que ajudam a prevenir os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como colesterol alto, derrame e hipertensão agindo como verdadeiros remédios para o coração. “Em geral, as atividades físicas trazem muito mais benefícios para o coração do que riscos, principalmente no caso de exercícios com intensidade leve a moderada. Isso porque a melhor forma de cuidar do músculo cardíaco é mantê-lo em movimento, melhorando o fluxo sanguíneo por todas as partes do corpo, bem como a pressão arterial”, explica.

Recente posicionamento do Colégio Americano de Cardiologia indica que mesmo volumes semanais menores de exercício são capazes de reduzir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Ainda assim, apenas 32,1% dos brasileiros se exercitam regularmente, de acordo com um levantamento feito pelo Ministério do Esporte – divulgado no início deste ano. Para Dombeck, deixar de ter uma vida sedentária representa muito mais do que apenas perder peso, pois possibilita com que as pessoas adoeçam menos, permitindo melhora na qualidade de vida. Mas, é preciso ficar atento. “Para evitar complicações cardiovasculares decorrentes do esforço, é preciso manter o check-up em dia e seguir as orientações de um cardiologista. Vale ressaltar que mesmo pessoas com risco cardíaco devem praticar exercícios, mas é necessário ter acompanhamento e liberação do médico”, conclui.

 

•          Cuidados para começar a praticar exercícios

 

Pessoas que já possuem determinadas cardiopatias precisam ter mais cuidado ao iniciar uma atividade física. A prescrição para esse grupo deve ser individualizada, já que alguns tipos de exercícios podem fazer mais mal do que bem ao coração. “Existem pacientes que devem fazer atividades de bem baixa, baixa ou moderada intensidade. Aqueles que já enfartaram podem fazer atividades físicas, mas é imprescindível acompanhamento médico. Entretanto, em qualquer um dos casos, a intensidade e duração deverão ser estabelecidas pelo médico, de acordo com o histórico do paciente”, comenta Dombeck.

 

          Principais benefícios da atividade física

 

Para o cardiologista, a atividade física regular melhora a condição cardiovascular do paciente e diminui os principais fatores de risco para infarto do miocárdio e derrame, além de colaborar para a redução dos níveis de pressão arterial e glicose, bem como melhorar o controle do peso e colesterol. “Isso sem mencionar a diminuição do stress e da ansiedade. Por isso, optar por uma mudança de estilo de vida e incluir a prática de atividade física é de extrema importância para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares”, finaliza. 

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