Cuidados são essenciais para a prevenção da dengue

 

Com a chegada do período mais quente do ano, especialista da Anhanguera oferece dicas para se proteger contra a doença
 

Com a chegada do período mais quente do ano, a população precisa ficar ainda mais atenta para evitar a proliferação da dengue. De acordo com a bióloga e professora dos cursos de Saúde da Anhanguera de Caxias do Sul, Evanise Oliveski dos Santos Visentini, todos devem fazer a sua parte para eliminar os criadouros do mosquito. “Vasos de flores ou plantas devem ser mantidos secos ou com areia até a borda; pneus velhos devem ser furados para eliminar água; garrafas, potes, baldes ou vasos vazios devem ser guardados de cabeça para baixo; piscinas devem permanecer limpas e com cloro; as caixas d’água devem ser lavadas e tampadas; lixos (copos, pratos, latinhas, tampinhas) não podem ser jogados em terrenos baldios ou nas ruas; em bebedouros de animais é preciso realizar a troca da água e a limpeza regular; regar as bromélias duas vezes por semana com uma solução (uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água limpa), elas armazenam água entre as folhas”, diz.

Segundo a especialista, o uso de repelentes e inseticidas apenas afugentam os mosquitos dentro dos domicílios e são ineficazes em relação aos focos que estão nas redondezas, portanto, os cuidados com os locais que podem transformar-se em criadouros não podem restringir-se somente aos períodos de chuva e calor. É importante que a população continue atenta ao armazenamento adequado da água, acondicionamento do lixo e eliminação de todos os recipientes que não estejam em uso.

Na luta contra o mosquito, o cuidado deve ser redobrado para os diabéticos, que têm mais chance de apresentar evolução mais grave da doença, por terem o sistema imunológico mais vulnerável, o que facilita a ocorrência de infecções. “Os diabéticos com diagnóstico de dengue possuem o fluxo de sangue diminuído, o que também diminui a eficiência do combate à infecção, fazendo a glicose aumentar e a insulina diminuir, o que pode gerar problemas mais graves”, alerta. Hipertensos e doentes cardíacos também são mais frágeis. Quando o vírus atinge uma pessoa cardíaca o organismo precisa se defender, por meio da elevação da frequência cardíaca, acompanhada de febre e desidratação.

“É preciso estar atento para possíveis alterações no trabalho cardíaco. É importante que as pessoas se conscientizem, caso não façam a sua parte, corremos o risco de novas doenças surgirem neste verão”, completa.
 

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