Vale a pena comprar o presente de Natal no exterior?

De incêndios à falta de conexão, confira os riscos de importar gadgets de maneira independente e como se livrar deles!

 

Férias escolares, festas de fim de ano... Começou a alta temporada das viagens internacionais! E muita gente já pensa automaticamente em aproveitar para trocar de celular, computador e comprar outros eletrônicos de olho na diferença entre os preços praticados no Brasil e no exterior. Na teoria, a ideia é boa, mesmo com a alta do dólar mas, sem tomar alguns cuidados, o risco é de que o barato saia, no fim das contas, caro. “Produtos desse tipo adquiridos no exterior podem não funcionar direito e ter menos eficiência quando usados aqui”, aponta Jose Antonio de Souza Junior, gerente de engenharia da UL.

A voltagem e a frequência em que os aparelhos operam, por exemplo, não são harmonizadas no mundo. “A falta de conformidade com as configurações nacionais pode ainda causar interferência em outros equipamentos, redução da eficiência do aparelho e até mesmo riscos à segurança como choques, incêndios e queima por excesso de descargas elétricas”, continua Luciene Ruffolo, executiva de contas da UL. 

Outra coisa que muda é a rede de dados. O 4G nos Estados Unidos opera em 700MHz enquanto que no Brasil a faixa é entre 2,5GHz e 2,69GHz. A faixa de 700MHz, que hoje é utilizada pela TV analógica no Brasil, será disponibilizada para rede de dados tão logo a migração para a TV digital seja concluída. Isso quer dizer que, ao chegar em solo nacional e dependendo da localidade, o aparelho pode não estar preparado para entrar na internet.

Sem contar que, muitas vezes, não há assistência técnica disponível no país caso o dispositivo precise de conserto. E isso pode acontecer mesmo se a marca fabricante já estiver presente no Brasil. As tomadas também dão trabalho. “Aparelhos com plugue em desacordo com o adotado aqui não podem ser conectados à rede diretamente e necessitam de adaptdores”, aponta Junior. 

Para garantir um presente de natal que funcione de verdade em 2017, o melhor mesmo é optar por aparelhos que sejam homologados pela Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, que tem inclusive uma cartilha de boas práticas para evitar prejuízos. “Assim, o consumidor tem certeza de que todas as facilidades oferecidas estarão habilitadas quando for usar o aparelho no Brasil”, tranquiliza Luciene. 

A homologação e a certificação do produto  avaliam, entre outros, se o dispositivo está apto a operar. Para conseguir o selo, o fabricante precisa identificar, interpretar e aplicar os requisitos exigidos por cada país. No caso do Brasil, basta consultar o Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SGCH) da Anatel para saber se o aparelho funcionará ou não por aqui. “Isso porque cada país possui regulação própria para o uso das tecnologias, especialmente as sem fio”, completa Junior.

 

 

Sobre a UL

A Underwriters Laboratories (UL) é uma empresa global independente de segurança que defende o progresso há mais de 120 anos. Seus quase 11.000 funcionários são guiados pela missão da UL que é promover o trabalho e ambientes de vida seguros para todas as pessoas. A companhia utiliza pesquisas e padrões para avançar de maneira contínua e atender a necessidades de segurança em constante evolução. No Brasil, a UL está há 16 anos prestando serviços de segurança que envolvem certificação, ensaio, avaliação, treinamento e validação, atendendo a uma grande variedade de indústrias e produtos, como válvulas industriais, tubulações, tanques e equipamentos eletroeletrônicos, brinquedos, fios e cabos, bens de informática, entre outros.  www.ul.com.br 

 

 

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