Doenças provocadas por água contaminada

As fortes chuvas, típicas do verão, chamam a atenção para as doenças provocadas pela água contaminada das enchentes. Além da leptospirose e esquistossomose,  há o risco da diarreia infecciosa e hepatite A. “O diagnóstico nem sempre é fácil, existem casos em que os primeiros sintomas podem demorar até 2 meses para aparecer”, ressalta a clínica-geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito. 

A leptospirose é transmitida pelo contato com a água contaminada pela urina de animais, principalmente ratos. As bactérias (leptospiras) penetram pela mucosa do ouvido, nariz, olhos e genitálias, além de ferimentos na pele. No ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo registrou 511 casos e 50 mortes pela doença, apenas no estado. 

Apesar dos baixos índices de mortalidade, a diarreia infecciosa também deve ser levada a sério. “Em uma enchente, a pessoa fica exposta a uma série de bactérias e vermes. Ao chegar em casa, é importante que seja feita a higienização das mãos e do corpo no banho”, orienta a clínica. As crianças, por terem uma menor imunidade, e os idosos, em função do sistema defensivo menos funcional, estão mais suscetíveis ao contágio. 

No caso da hepatite A, os primeiros sintomas podem demorar um pouco mais para aparecer. “O vírus fica incubado por até dois meses. Mas apenas 5% dos casos podem evoluir para formas graves e letais”, explica Ligia Brito. O contágio é feito de forma fecal e oral. No caso das enchentes, o lixo pode ser um transmissor pela quantidade de resíduos fecais contaminados e esgoto não tratado. 

Outra recomendação é sempre higienizar as mãos depois de usar o banheiro. Os casos mais comuns da doença são registrados após a manipulação de alimentos ou qualquer objeto de uso compartilhado sem higienização. Vale lembrar que a hepatite A também pode ser prevenida através de vacina. 

Já a esquistossomose, é uma infecção causada por um verme parasita chamado Schistosoma, capaz de penetrar na pele de quem pisa descalço, nada, toma banho ou lava roupas e objetos em água doce infectada como rios e lagos. Por se alojar e desenvolver nas veias do intestino e fígado pode levar a doenças crônicas e até a morte.
 

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

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