Mercado de hipotecas dos EUA voltará a nível pré-recessão
 

Taxa de inadimplência deve cair ao longo do próximo ano, afirma TransUnion

 

A TransUnion divulgou sua projeção anual para duas das principais estatísticas de crédito ao consumidor nos EUA: inadimplência em hipotecas e cartões de crédito. A taxa de inadimplência em empréstimo hipotecário nos EUA (relação de mutuários inadimplentes por 60 dias ou mais) deverá diminuir para 3,12% no fechamento de 2014 e atingir 2,51% até o final de 2015. A projeção é terminar o próximo ano com o menor nível desde o terceiro trimestre de 2007, antes da recessão, quando a taxa atingiu 2,61%. No terceiro trimestre de 2014, a taxa de inadimplência em hipotecas foi de 3,36%.

                                                                                                                      
A inadimplência em hipotecas atingiu um pico de 6,93% no primeiro trimestre de 2010. Desde então, a taxa caiu praticamente todo trimestre, com pequenas altas no terceiro e quarto trimestre de 2011.


“Esperamos que a taxa nacional de inadimplência no crédito imobiliário continue o seu declínio ao longo de 2015, marcando quatro anos consecutivos de quedas trimestrais", disse Steve Chaouki, diretor de serviços financeiros da TransUnion nos EUA. "Prevemos que as taxas de juros se mantenham relativamente baixas no próximo ano e as taxas de desemprego continuem o seu declínio, o que deverá ajudar as vendas de casas e melhorar a capacidade dos consumidores para pagar. Todos esses fatores contribuirão para uma nova redução na inadimplência em hipotecas”.


Embora preveja o retorno a níveis pré-recessão, a TransUnion destaca que a inadimplência  provavelmente permanecerá acima da média histórica de 1,5% a 2%. “A inadimplência hipotecária estava subindo mesmo antes do início oficial da recessão. É importante também notarmos que o cenário de moradias nos EUA é muito diferente agora do que era quando foram observadas essas taxas baixas. As exigências regulamentares, a valorização das casas e a priorização dos pagamentos dos consumidores têm mudado o cenário”, adicionou Chaouki.


Uma ilustração dessas diferenças é o percentual de empréstimos hipotecários detidos por consumidores subprime. A última vez que as taxas de inadimplência em hipotecas ficaram perto de 2,5% foi no terceiro trimestre de 2007, quando havia 62,4 milhões de contas de hipoteca. Dessas contas, 10,3% (6,4 milhões) pertenciam a mutuários subprime. Sete anos mais tarde, há cerca de 10 milhões a menos de contas de hipotecas ativas. E dos 52,8 milhões de contas de hipoteca registradas no terceiro trimestre de 2014, apenas 7,4% (3,9 milhões) são empréstimos a consumidores subprime.


“Mesmo anos após a crise das hipotecas, o crédito hipotecário continua relativamente restrito. Só no ano passado (terceiro trimestre de 2013 ao terceiro trimestre de 2014), registramos cerca de meio milhão a menos de contas hipotecárias subprime que nos 12 meses anteriores, e o número de contas de hipoteca em geral aumentou em cerca de 500 mil”, disse Chaouki.


Cartões de crédito

 

A taxa de inadimplência do cartão de crédito (a relação dos devedores com 90 dias ou mais de inadimplência em um ou mais dos seus cartões) deverá manter-se bem abaixo dos níveis históricos médios em 2015. A previsão da TransUnion para inadimplência de cartão de crédito é terminar 2014 a 1,52% e permanecer estável em 1,53% no quarto trimestre de 2015, com movimento sazonal ao longo do ano. Entre 2007 e 2013, a taxa ficou em torno de 2,25% no quarto trimestre.


A dívida de cartão de crédito por tomador deverá subir ligeiramente, de US$ 5363 no quarto trimestre de 2014 para US$ 5396 no quarto trimestre de 2015, mas ainda ficar bem abaixo da média 2007-2013 para esse período, de US$ 5722. Embora a maioria dos estados vá experimentar um aumento da dívida do cartão de crédito por tomador, a maioria dos aumentos serão inferiores a 1%.


“A indústria de cartão de crédito vem apresentando bons resultados por vários anos e não esperamos que isso mude em 2015”, disse Ezra Becker, vice-presidente de pesquisa e consultoria da TransUnion. “Embora tenhamos observado um aumento na concessão de empréstimos subprime, os aumentos têm sido relativamente pequenos e até o momento não tiveram um impacto relevante sobre a inadimplência ou níveis de dívida”, completou Becker.


No terceiro trimestre de 2014, havia 29,2 milhões de contas de cartão de subprime, constituindo 8,3% de todas as contas de cartão de crédito. Isso representa um aumento em relação ao terceiro trimestre de 2013, quando havia 26,7 milhões de cartões na posse de devedores subprime, ou 8% de todas as contas de cartão de crédito. O resultado contrasta com o mesmo período em 2007, quando os números eram relativamente baixos - sete anos atrás, havia cerca de 20 milhões a mais contas de cartão de crédito (48,7 milhões) detidas por consumidores subprime, ou 12,6% de todas as contas de cartão de crédito.


“Nossos dados mostram que os mutuários subprime têm inadimplência mais baixa em seus cartões de crédito do que os padrões históricos, e muito disso é devido ao aumento do valor que os consumidores estão colocando em cartões de crédito”, disse Becker. “Nós já apresentamos estudos que mostram o aumento da importância de cartões de crédito para muitas famílias como um meio de conseguir passar por tempos difíceis - a nossa pesquisa sobre a inversão da hierarquia de pagamento demonstrou claramente que muitos consumidores priorizam pagamentos com cartão ao invés de pagamentos de hipoteca durante vários anos pós-recessão”.


Embora tenha alcançado a máxima de 18% no terceiro trimestre de 2007, a taxa de inadimplência do cartão de crédito subprime caiu para 13,4% no terceiro trimestre de 2013 e atualmente está em 12,8%. Com as instituições financeiras continuando a afrouxar os seus padrões de concessão de crédito, a TransUnion prevê que a taxa de inadimplência de cartão permaneça em linha com padrões históricos, tanto no segmento subprime quanto global.

 

As previsões da TransUnion são baseadas em vários pressupostos econômicos, tais como o PIB, confiança do consumidor, taxa de desemprego e valores imobiliários.

 

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