A diferente origem da vida na reprodução assistida

Duas técnicas mais conhecidas e utilizadas ainda geram dúvidas sobre seus procedimentos; entenda quando cada uma é indicada


A reprodução assistida é uma realidade cada vez mais presente entre os brasileiros. Com as mulheres engravidando em idade avançada e a taxa de natalidade caindo nas últimas décadas, os procedimentos realizados por clínicas do ramo crescem ano após ano. Apesar disso, as técnicas que possibilitam a gravidez ainda geram muitas dúvidas. Uma das mais comuns é a confusão entre inseminação artificial e Fertilização In Vitro.


“A técnica mais conhecida pelos pacientes é a inseminação artificial, mas muitos a confundem com a Fertilização In Vitro”, explica a especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, Dra. Fernanda Rodrigues.  “A diferença básica é o local onde ocorre a união do gameta feminino com o masculino, para a formação do embrião. Na inseminação artificial, esse encontro do óvulo com o espermatozoide acontece nas tubas uterinas, ou seja, dentro do corpo da mulher, enquanto na Fertilização In Vitro, a união dos gametas e o desenvolvimento do embrião ocorrem em laboratório”.


A inseminação artificial é, em palavras simples, uma forma colocar o espermatozoide mais próximo ao óvulo, facilitando o encontro dos dois e, consequentemente, a formação do embrião de forma natural.  “Para aumentar as chances, geralmente usamos medicações que estimulam a ovulação e acompanhamos o crescimento dos folículos para identificar o período fértil com a ultrassonografia transvaginal. No dia em que a paciente ovular, injetamos o sêmen do marido no interior do útero”, explica a médica.


A origem da vida na Fertilização In Vitro se dá fora do corpo da mãe. Medicamentos são utilizados para estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo menstrual. Eles são coletados por uma agulha e preservados em uma substância preparada, com nutrientes para mantê-los vivos. Isso feito, os espermatozoides são colocados no mesmo recipiente, para que ocorra a fertilização. Os embriões formados são mantidos em um meio de cultura adequado enquanto se desenvolvem e efetuam suas divisões celulares. No quinto dia de vida, eles já possuem entre 60 a 100 células e podem ser colocados de volta no útero. 


Indicações de cada tratamento


A inseminação artificial é um tratamento geralmente indicado para homens que têm alterações leves no espermograma e mulheres com problemas de ovulação. A Fertilização In Vitro é uma técnica mais complexa e é utilizada quando há outros fatores de infertilidade, como por exemplo, alterações graves no espermograma, baixa reserva ovariana, alterações nas trompas uterinas, endometriose profunda, e, até mesmo, falhas repetidas no tratamento de inseminação artificial


“Cada caso é analisado individualmente. Os especialistas avaliam o casal e solicitam uma série de exames na tentativa de identificar o fator que está causando a infertilidade. Dessa forma, é possível optar pelo tratamento mais efetivo para cada caso. É importante ressaltar que essa decisão é sempre tomada em conjunto com o paciente”, observa a Dra. Fernanda.

 

Sobre o Grupo Huntington

Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com cinco unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras. Visite www.huntington.com.br

 

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