Azeite de oliva mantém propriedades mesmo após aquecido

O azeite, quando aquecido, não perde suas propriedades benéficas. Isso é o que explica o Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), ao comentar o mito de que o azeite, submetido a altas temperaturas, se tornaria tão prejudicial à saúde quanto os outros óleos. Segundo o especialista, o consumo de azeite no Brasil vem crescendo devido aos benefícios que ele oferece. Alguns conceitos sobre seus modos de uso, porém, têm esbarrado na divulgação equivocada e gerando diversas dúvidas sobre o tema. 


Com base em estudos publicados no Journal of Food and Nutrition Research, Journal of Agricultural and Food Chemistry, Food Chemistry e Cancer Treatment and Research, o azeite de oliva extravirgem é o óleo mais adequado para o uso na forma crua e também depois do aquecimento.

 

O que eles provaram: 

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O azeite de oliva extra virgem é o óleo mais adequado para uso na forma crua, devido às suas propriedades como melhor perfil de ácidos graxos e à presença de antioxidantes.
Mesmo após aquecimento em condições de uso doméstico, ele não sofre mudanças significativas em seu perfil de ácidos graxos. Em especial, cabe salientar que não ocorre formação de ácidos graxos trans ou de ácidos graxos saturados.

Mesmo após aquecimento em condições de uso doméstico, não se observa a formação de substâncias tóxicas.

Após aquecimento em condições de uso doméstico, o azeite de oliva extra virgem mantém cerca de 80% das substâncias antioxidantes.
O azeite extra virgem tem maior estabilidade oxidativa do que o azeite, tanto em ensaios de aquecimento como de fritura, sendo que esse fato pode ser explicado pela maior quantidade de antioxidantes naturais no azeite extra virgem, uma vez que esses compostos são parcialmente eliminados no processo de refino para desodorização.


Sobre a ABRAN


A ABRAN é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne mais de 3.800 médicos nutrólogos associados, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população.

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