Consequências do tratamento oncológico à fertilidade

Aproveitando o Dia Mundial do Combate ao Câncer, em 8 de abril, o Grupo Huntington revela pesquisa que mostra desconhecimento da população sobre o assunto


O Dia Mundial de Combate ao Câncer, em 8 de abril, é uma oportunidade de aprender mais sobre o assunto. O índice de sobrevivência a cânceres tem aumentado e seus principais efeitos são conhecidos, mas uma pesquisa do Grupo Huntington revela que 66% dos brasileiros não sabem que o tratamento do câncer pode tornar o paciente infértil e 78% nunca ouviram falar sobre opções para a preservação da fertilidade nesses casos.


A pesquisa foi apresentada na Conferência de Oncofertilidade de 2014, em Chicago (EUA).  Estudos científicos comprovam que substâncias da quimioterapia e radioterapia, comuns em tratamentos oncológicos, são prejudiciais às funções reprodutivas de homens e mulheres em idade reprodutiva. Este efeito pode acabar sendo irreversível, e o acesso à preservação de fertilidade para esses pacientes tem uma importância crescente.


Veja os índices identificados pelo Grupo Huntington:
 

  • 66% dos participantes não sabiam que o tratamento de câncer poderia causar infertilidade;
     
  • 78% jamais haviam ouvido algo sobre a preservação de fertilidade;
     
  • 69% das mulheres já haviam feito exames para a prevenção do câncer;
     
  • 83% das mulheres que tinham parentes com câncer já haviam feito exames de prevenção do câncer;
     
  • Os homens sabem ainda menos que as mulheres sobre a preservação de fertilidade. 23,5% das mulheres sabiam sobre a preservação de fertilidade, enquanto apenas 14,3% dos homens tinham essa informação;
     
  • Entre os que já tiveram pacientes com câncer, não há diferença de gênero. 22,4% das mulheres sabiam e 21,3% dos homens também.
     
  • Pessoas com o nível de educação fundamental apresentaram os índices mais baixos de conhecimento (8,3%), comparados aos com nível de ensino médio (23,8%) e universidades (42,7%);
     
  • Considerando a preservação da fertilidade, as pessoas com nível universitário de educação tiveram maior conhecimento (27,3%) do que o ensino médio (11,9%) e fundamental (8,3%);
     

Os resultados dessa pesquisa mostram que a maioria da população não sabe dos impactos de um tratamento oncológico na fertilidade e não sabe das possibilidades de preservação de fertilidade para pacientes com câncer, o que fica mais evidente em pessoas com um nível de educação fundamental.
 

“É evidente que o tratamento da doença, que é grave, deve ser prioridade, mas a questão é que o paciente precisa saber os fatores de risco à fertilidade. Esta é o primeiro passo para ter a opção de criar uma família no futuro. São necessárias mais iniciativas educacionais para propagar o conhecimento sobre a oncofertilidade”, explica o especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington responsável pela pesquisa, Dr. Maurício Chehin. “É importante que o paciente saiba dessa opção. Mesmo os oncologistas podem não saber das recomendações clínicas relacionadas a esse tema”.


Para a pesquisa, 242 pessoas responderam a um questionário, que incluía 25 perguntas de características sóciodemográficas, estilo de vida e preservação da fertilidade. Entre os participantes, 78,5% eram mulheres e 21,5% eram homens. Um quarto (25%) tinha parentes com cânceres ginecológicos.


Hoje, o tratamento de preservação da fertilidade conta com técnicas avançadas, dando ao paciente tempo hábil para começar os procedimentos quimioterápicos ou radioterápicos. No caso das mulheres, o procedimento é feito entre 10 e 15 dias antes do início do tratamento oncológico, e pode ser realizado em qualquer fase do ciclo sem que ela tenha que esperar a próxima menstruação.

 

Sobre o Grupo Huntington


Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com cinco unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras. Visite www.huntington.com.br

 

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