Caixa anuncia novo aumento na taxa de juros
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Daniele Akamines
Alta | Web

A Caixa Econômica Federal anunciou do dia 13 de abril um novo aumento da taxa de juros no financiamento de imóveis residenciais contratados com recursos da poupança (SBPE). Este é o segundo reajuste do ano e reflete o aumento da taxa SELIC em 0,5 ponto percentual no mês de março.


A taxa balcão – aquela para cliente sem relacionamento com a CEF - passou de 9,15% para 9,45% aa. Isso significa que em um financiamento de R$ 200.000,00 no prazo de 420 meses, a primeira prestação passou de R$ 2.024,66 para R$ 2.070,75.


Veja abaixo o quadro comparativo:
 

Nível de Relacionamento

Taxa de Juros Efetiva Atual

Taxa de Juros Efetiva Antiga

Taxa balcão

9,45%

9,15%

Relacionamento

9,30%

8,75%

Relacionamento Salário

9,00%

8,25%

Servidor (Relacionamento)

9,00%

8,60%

Servidor (Relacionamento Salário)

8,80%

8,00%


Além da taxa de juros, outra mudança significativa é a alteração do LTV – ou quota de financiamento – antes a CEF financiava até 90% do menor valor, entre a avaliação e a compra e venda, este percentual passa a ser de 80% para os financiamentos no Sistema de Amortização SAC e 50% na Tabela Price.
 

Sistema de Amortização 

LTV Atual

LTV Antigo

Valor de compra e Venda

R$ 200.000,00

% Financiável SAC

R$ 160.000,00

 R$ 180.000,00

% Financiável TP

R$ 100.000,00

 R$ 180.000,00


Os financiamentos contratados no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida não sofrem reajuste na taxa de juros.


Apesar do aumento da taxa de juros, não existe motivo para crer numa desaceleração, segundo pesquisa divulgada pela FIPE, pois o preço dos imóveis está caindo. O Índice FipeZap, que acompanha o preço médio de venda dos imóveis em 20 cidades pesquisadas, registrou em março alta de 0,14% na comparação com fevereiro. No acumulado em 2015, o aumento é de 0,69%.


Isso significa que a variação dos preços dos imóveis em 2015 foi de -1,7% em termos reais, isto é, descontando o efeito da inflação. Em outras palavras, os preços nos mercados imobiliários deste conjunto de cidades apresentaram uma queda real no acumulado de 2015. Com isto conclui-se que mesmo com a alta dos juros, o ritmo de venda se manterá, uma vez que o poder de compra do consumidor não deverá sofrer abalos.


Artigo de: Daniele Akamines


Bacharelado em Direito, Pós-Graduada em Direito Civil, Direito Penal e Processo Penal, MBA em Economia da Construção e Financiamento Imobiliário, técnica em Contabilidade e sócia diretora da Akamines Negócios Imobiliários Ltda www.akamines.com.br.

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