Cresce a contratação de jovens aprendizes no Brasil

Segundo o Ministério do Trabalho, o número de jovens inseridos no mercado de trabalho em 2015 será maior que no ano passado

 

Com a atual crise econômica que afeta o Brasil, muitas empresas estão optando por contratar aprendizes para compor a equipe de colaboradores. A inserção desses jovens na corporação é vantajosa, devido ao baixo custo que eles trazem ao contratante, além de ser um funcionário sem experiência, pronto para ser treinado de acordo com a política da empresa que contrata. Em 2014, mais de 400 mil jovens foram inseridos no mercado de trabalho e a expectativa para 2015 é que esse número cresça ainda mais, segundo o Ministério do Trabalho, contrariando o crescimento do desemprego no Brasil que, segundo o IBGE - Índice Brasileiro de Geografia e Estatística, foi de 1,4% nos últimos 12 meses.

 

Atualmente, há ONGs que fazem a preparação de jovens e o intermédio com a empresa contratante, além de os preparar para o mercado de trabalho por meio de de cursos profissionalizantes de informática, comunicação verbal e atendimento ao consumidor. Após ser contratado como aprendiz como aprendiz, ele passa a ter grandes chances de ser efetivado devido à capacitação teórica adquirida durante os cursos.

 

No Brasil, há uma lei do ano de 2000 que obriga todas as empresas com sete ou mais colaboradores a ter no seu quadro de funcionários entre 5% a 15% de aprendizes. O Artigo 148 decreta que o empregador deve se comprometer a assegurar ao aprendiz, que deve ser maior de 14 e menor de 24 anos e esteja inscrito em algum programa de aprendizagem profissional, formação profissional técnica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.

 

Entre os benefícios da contratação, além do baixo custo, ainda há alguns descontos e incentivos fiscais, tais como o pagamento de apenas 2% de FGTS, dispensa de aviso prévio remunerado, isenção de multa rescisória, dentre outros benefícios. Além disso, a inclusão do jovem aprendiz no mercado de trabalho pode contribuir para a diminuição de problemas sociais.

 

Segundo a diretora executiva do Instituto Ser , ONG que prepara jovens para o mercado de trabalho, Wandreza Ferreira, “pode-se esperar mais dedicação e esforço do jovem pela vontade de ser efetivado. Com a crise, houve um aumento de procura por aprendizes na ONG e da inscrição deles aqui no instituto.”

 

Sobre o Instituto Ser

 

O Instituto Ser possui programas que contemplam diversos aspectos de aperfeiçoamento do jovem. O investimento na formação básica dos jovens para o trabalho e para a cidadania, na criação de oportunidades para a formação específica, com o desenvolvimento de novas competências produtivas e na preparação para o acesso ao mercado de trabalho criam um conjunto integrado de ações, abrem novas oportunidades e geram experiências e conhecimentos para replicar a tecnologia para outras empresas em diferentes localidades do Brasil.

 

O instituto tem em seu Conselho Consultivo o vice-presidente e diretor geral da Symantec no Brasil e América Latina, Sérgio Chaia, o VP de Latin América e Caribe da Symantec, Alejandro Raposo, a Country Manager da Knewton no Brasil e América Latina, Thaís Junqueira, e o presidente da Abril Mídia, Alexandre Caldini.

 

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