Livro ensina técnicas de comunicação não verbal

Ao transmitir uma mensagem verbal, não são somente as palavras que comunicam, mas também o tom de voz e, de forma bastante significativa, o conjunto de informações não verbais. Expressões, gestos, postura do corpo e microexpressões que duram segundos podem significar muito além do que se imagina na comunicação. No caso de uma conversa por telefone, as palavras representam 18% da comunicação. Já a maneira como elas são ditas representa 82%.

 

Há algumas técnicas simples que podem ser utilizadas para melhorar a comunicação. O Dr. Fábio Gabas, autor do livro Despertando Vidas, dá algumas dicas:

 

Frases afirmativas

 

 As pessoas tendem a iniciar frases de ordem ou comentários com negativas: "não faça isso", "não se esqueça daquilo", etc. Porém, o cérebro tem uma dificuldade natural para registrar a palavra "não". Por exemplo, basta alguém dizer "não pense na cor vermelha" que o que vem imediatamente à mente é a cor vermelha.

 

Para evitar esse efeito reverso, o correto é dizer "pense na cor verde", "pense na cor azul". E o mesmo vale para ordens ou comentários. Em vez de "não chegue atrasado", que tal usar "chegue no horário"? Ou trocar "não grite" por "fale baixo"? Basta trocar frases negativas por positivas.

 

O uso do "mas"

 

Outro recurso que melhora a comunicação é trocar o "mas" por "e". Parece simplista, porém tem fundamento. Ao utilizar a palavra "mas", na maioria das vezes, se anula aquilo que se disse anteriormente.

 

Por exemplo, se alguém diz "a nova funcionária é excelente, mas...", qualquer coisa que for dita em seguida anulará o elogio. Para evitar isso, basta trocar o "mas" por algo como o "e" para o efeito ser completamente diferente, como em "Você fica muito bem com este vestido e, se melhorar a postura, vai ficar ainda mais elegante".

 

Transformar objeções em perguntas

 

Outra técnica que funciona bem, inclusive utilizada por vendedores, é transformar objeções em perguntas. Ao solicitar algo e receber uma objeção qualquer, é preciso dizer que compreende a situação e, em seguida, fazer uma pergunta.

 

Exemplo:

– Não quero viajar no Carnaval.

– Entendo a sua posição, e isso me traz uma pergunta. O que você realmente quer saber é se essa praia de que falei é daquelas lotadas e caras? Não, meu bem. Escolhi exatamente o tipo de lugar que você gosta: mais simples e vazio para podermos descansar.


Sobre o autor: Fábio Gabas, graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) em 1998, é médico clínico com especialização em medicina preventiva e integrativa, com prática ortomolecular. Faz parte do corpo clínico da Clínica Healthy, em São Paulo, e da Clínica Dr. Gabas, em Catanduva. É membro da A4M (American Academy of Anti-Aging Medicine), sócio-diretor da empresa HeartMetrix e idealizador do Programa Despertando Vidas, com atuação em todo Brasil. Fábio Gabas é parceiro do Instituto HeartMath, de Bolder Creek, na Califórnia (Estados Unidos), pioneiro nos estudos de coerência cardíaca. Além de palestrante e autor, Fábio Gabas é responsável pelas revisões técnicas dos livros A Biologia da Crença e Evolução Espontânea, de Bruce Lipton, PhD. 

 

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