Ministro elogia desempenho do Brasil nas Paralimpíadas

Leonardo Picciani afirma que a preparação de atletas e os programas sociais e de esporte educacional serão prioridade 

No último dia de Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, realizou um balanço, durante coletiva de imprensa neste domingo (18.09) no Rio Media Center, na capital fluminense, da participação dos atletas brasileiros. Ele anunciou que a pasta contará no próximo ano com mais recursos para aplicar em programas sociais e de alto rendimento. “Tivemos um sucesso extraordinário na realização dos Jogos Paralímpicos. Gostaria de agradecer aos atletas que tiveram uma participação incrível e nos encheram de orgulho e motivação”, disse Picciani. 

Para o ministro, chegou o momento de iniciar a preparação do novo ciclo, visando os Jogos de Tóquio. “Encerramos os Jogos Rio 2016 com a certeza de que o Brasil fez uma belíssima campanha, tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. Foi uma participação extraordinária dos atletas nacionais. Vamos agora voltar as atenções para o ciclo de Tóquio 2020, onde teremos a possibilidade de usar a infraestrutura de legado olímpico, aqui no Rio e em outras cidades do país, como no Centro Paralímpico Brasileiro em São Paulo”, contou o ministro do Esporte.

Picciani ressaltou também que o esporte paralímpico segue como uma das prioridades. “O presidente Michel Temer tem a todo momento nos orientado a tratar com toda prioridade o esporte paralímpico. Atualmente, o governo federal é o maior parceiro do esporte paralímpico, seja por meio do Ministério do Esporte, das Loterias Caixa ou da Lei Piva”.

O esporte de alto rendimento, por meio da preparação dos atletas e o cuidado com o legado olímpico, e a iniciação esportiva e os programas sociais serão as prioridades da pasta, segundo o ministro. “Serão duas prioridades do Ministério do Esporte. A primeira será a preparação dos atletas. Manteremos os programas que vêm dando certo, como Bolsa Atleta, Bolsa Pódio e a parceira com as Forças Armadas. E a segunda no esporte como inclusão social e esporte educacional. Essa era uma área do ministério que teve pouca ênfase nos últimos anos. Retomaremos por entender que não existe esporte de alto rendimento sem o esporte de base”, anunciou.

Desempenho do Brasil

O Brasil teve a maior delegação da história nos Jogos Paralímpicos, com 286 atletas que disputaram 22 modalidades. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 modalidades diferentes: 14 de ouro, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todos os medalhistas do Brasil recebem o apoio financeiro do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.

“Nós tivemos 32 medalhas inéditas em provas, classes e modalidades novas, como canoagem e ciclismo. Tivemos também conquistas inéditas no halterofilismo e no voleibol sentado”, disse o ministro.

Sobre a meta de desempenho da delegação nacional, o ministro reafirmou que a análise do governo vai além das conquistas de medalhas. “Desde que assumi a pasta no dia 12 de maio, o Ministério do Esporte adota o critério de avaliar a evolução do Brasil nos Jogos. Exemplo do que ocorreu nos Jogos Olímpicos, no Paralímpico tivemos uma extraordinária evolução, passamos de 43 medalhas para 72. E quase dobramos o número de finais”, explicou.

Orçamento

Sobre o orçamento da pasta, Leonardo Picciani detalhou que o governo não vai precisar construir novamente centros de treinamentos em todas as regiões do país, pois já estão concluídos. “Nós não vamos precisar construir novas instalações, mas manter funcionando as que existem. O orçamento discricionário do Ministério do Esporte para o próximo ano é maior do que para este ano. Ele está indo de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões. Ou seja, um acréscimo de 30%. Os programas da pasta serão mantidos e ampliados, porque os recursos foram ampliados. A redução do valor total se deve a não manutenção de rubricas de construção de equipamentos olímpicos”, explicou.

Breno Barros, brasil2016.gov.br

Ascom - Ministéio do Esporte

 

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