Pesquisa mostra que brasileiro é o que menos poupa para estudo dos filhos

A maior parte dos pais (71%) aposta na renda atual como a principal fonte para pagar os estudos dos filhos e apenas 42% dos entrevistados no País dizem ter poupado para este objetivo

 

Os pais brasileiros reconhecem o valor da boa educação, mas a maioria se diz despreparada financeiramente para custear o estudo dos filhos. O resultado aparece na segunda fase da pesquisa global O Valor da Educação, Trampolim para o Sucesso, feita pelo HSBC com mais de 4,5 mil pais em 15 países e divulgada hoje em todo o mundo.

 

Segundo o estudo, apenas 42% dos brasileiros entrevistados dizem ter guardado dinheiro para a educação dos filhos. Esse é o índice mais baixo entre todos os países pesquisados e bem inferior à média global, de 64%.

 

Com pouco dinheiro guardado, a maior parte dos pais brasileiros (71%) diz confiar apenas na renda atual como a principal fonte para pagar os estudos dos filhos. O resultado é o arrependimento: 39% dos brasileiros lamentam não terem guardado o suficiente para a educação dos filhos – maior índice nos 15 países pesquisados, seguidos pelos indianos (34%) e chineses (30%). Na média global, 22% dos pais reconhecem que deveriam ter economizado mais e por mais tempo.

 

  

Fonte: pesquisa do HSBC O Valor da Educação, Trampolim para o Sucesso

 

No Brasil, a pesquisa revela também que uma maior dependência financeira que os filhos têm dos pais pode ser um agravante na educação. No País, apenas 7% dos pais acreditam que os filhos podem ajudar a custear os seus próprios estudos, por exemplo, a partir de um trabalho de “meio período”, índice abaixo da média mundial, de 8% e muito abaixo de países como Taiwan (28%), Estados Unidos (25%) e Reino Unido, (19%).

 

 

Fonte: pesquisa do HSBC, O Valor da Educação, Trampolim para o Sucesso

 

Para Augusto Miranda, diretor de Gestão de Patrimônio do HSBC no Brasil, os brasileiros estão cientes da importância de pagar pelos estudos dos filhos, mas acabam poupando tarde para isso. “Apesar de terem o desejo de ver o filho pós-graduado, a maioria dos pais no Brasil pensa em manter o estudo dos filhos com a renda atual. É preciso planejar antes para não ter surpresas no futuro”, diz ele.

 

 Quando investir na educação do filho?

 

A pesquisa mostrou também que 18% dos pais pesquisados consideram pagar pela educação fundamental dos filhos. O índice aumenta para 33% quando questionados sobre o ensino médio e 62% sobre graduação e pós-graduação. 

 

A Índia (90%), os Estados Unidos (89%), a China (87%), a Indonésia (86%) e o Brasil (83%) são os países onde os pais mais acreditam no investimento para todas as fases da educação (fundamental, médio e graduação/pós-graduação). A média global é de 78%.

 

 

Fonte: pesquisa do HSBC, O Valor da Educação, Trampolim para o Sucesso

 

Os pais brasileiros ocuparam o terceiro lugar quando perguntados sobre “qual o nível de educação você pretende que seu filho alcance?”:  para 84% dos brasileiros, a pós-graduação é o nível esperado. A Malásia está em primeiro lugar, com 91% e a Turquia ocupa a segunda posição, com 86%, sendo 62% a média global.
 

Ensino público ou particular
 

Para 61% dos pais brasileiros, a qualidade do ensino é pior nas escolas públicas quando comparada com instituições particulares. Esse é o índice mais alto entre todos os países pesquisados e quase o dobro da média global, de 33%. Nos Estados Unidos, 33% dos pais concordam com a afirmação, e França. Hong Kong, Malásia e Taiwan estão empatados com 23%. Na ponta inferior da tabela está Cingapura, com apenas 16%. A média global é de 33%.

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