Campeonato Brasileiro de futebol 2016 terá controle de dopagem fora-de-competição

Campeonato Brasileiro de futebol 2016 terá controle de dopagem fora-de-competição

Acordo foi assinado na última sexta-feira (29/04) entre CBF e ABCD
 

A edição de 2016 do Campeonato Brasileiro de futebol contará com controle de dopagem fora-de-competição. A medida faz parte do acordo de transferência da Autoridade de Teste de controle de dopagem do futebol profissional da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

No acordo, o controle de dopagem fora-de-competição será feito pela ABCD. Para o controle de dopagem durante as partidas, a ABCD delega à CBF a autoridade para a coleta das amostras.

O acordo foi assinado na última sexta-feira (29.04) entre o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e o secretário da ABCD, Marco Aurelio Klein, então ministro do Esporte substituto. O ministro participou na sede da confederação, no Rio de Janeiro, do II Simpósio de Educação Continuada da Comissão Nacional de Médicos do Futebol (CNMF).   

A ABCD fará também a gestão dos resultados de cada controle. A entidade informará todos os casos adversos à CBF, que terá a responsabilidade de informar o clube do jogador. Já a ABCD comunicará o atleta envolvido no caso.

“Com o futebol incorporamos o que faltava, o gigantesco mundo do ponto de vista do número de atletas. São cerca de 700 clubes profissionais no futebol brasileiro, distribuídos pelos 27 estados, com alguns deles em competições de até cinco divisões”, explicou o secretário nacional da ABCD, Marco Aurelio Klein.

Todos os jogadores de futebol profissional registrados na CBF poderão ser submetidos ao controle de dopagem. 

Outros pontos

Ficou estabelecido também que a ABCD é a responsável pela Autorização de Uso Terapêutico, conhecida como AUT.

A AUT é solicitada quando um atleta, por razões médicas, está usando ou precisa usar medicação específica que contenha substâncias da Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, da WADA-AMA. “A autorização de uso terapêutico não pode ser dada na hora do jogo, no dia ou depois da partida. Tem que ser solicitada com antecedência, conforme estabelecido no Código Mundial Antidopagem e só a ABCD, através da sua Comissão de Autorização de Uso Terapêutico, composta por médicos ligados aos diversos esportes, inclusive ao futebol, pode conceder uma autorização desta natureza”, frisou Klein.

A certificação de agentes de controle de dopagem é atribuição da ABCD e a formação de mais profissionais para trabalhar no futebol será feita em conjunto com a CBF. “A ação conjunta entre a CBF e a ABCD permitirá, que, além do controle de dopagem ainda mais amplo e sofisticado, teremos maior ação de educação e prevenção no âmbito do futebol”, acrescentou o secretário.

Pelo jogo limpo

Podemos dizer que a história da luta contra a dopagem no país começou com a CBF, quando o Brasil se preparava para receber a Copa América de 1989 e a CBF procurou a Universidade Federal do Rio de Janeiro para ter um laboratório para as análises de controle de dopagem, uma exigência da FIFA à época. Nascia então o que hoje conhecemos como Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem. Klein recordou o fato ao ressaltar o papel da entidade na contribuição para o jogo limpo no país. “De certa maneira fechamos um ciclo que começou na CBF. Hoje, ao completar o processo de acordo entre a ABCD e a confederação, vamos avançar ainda mais no controle de dopagem no Brasil”, completou.

Breno Barros 

Ascom – Ministério do Esporte 

 
EsportesFSB ComunicaçãoFutebolMinisterio Do Esporte